“Não sou dona do tempo, nem de nenhuma verdade, a não ser
daquilo que sinto. Mas o que sinto está cá dentro, só eu vejo, e
mesmo que te explique com todas as palavras do mundo, nunca saberei
se me expliquei bem e, caso o tenha feito, se entenderás o que te
digo exactamente da forma como te quis dizer, por isso é que às
vezes fico calada e espero que o tempo resolva os enigmas mais
complexos – ou mais simples – da existência.
Amor é muito mais do que hábito, é sobretudo tempo. E quando se
ama, há sempre dúvidas e medos, há sempre uma vontade secreta de
outros desejos, de outras vidas, de outras viagens, mas vem o tempo
e decide por nós aquilo de que não somos capazes.
Quando se ama alguém tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela
não vem ter connosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão
imperativo como o verbo respirar. E aprendemos a respirar na
espera, a viver nela, afeiçoando-nos a um sonho como se fosse
verdade. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento
anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera
ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que
ele seja possível. E se calhar é por tudo isso que já aprendi a
esperar, confiando à vida tudo o que não sei, ou não posso
escolher. É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil
desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para
quem vive a sonhar, é mais fácil viver.
(...)
Afinal, porque te escrevo este diário, quando sinto a cada dia que
passa que não vais voltar? Escrevo porque ninguém ouve, mas quando
estas palavras forem impressas e ganharem vida própria, sei que vão
chegar a muitas pessoas e serão uma ponte para casais desavindos,
amores perdidos, mas nunca esquecidos, namorados que a vida separou
mas que ainda se amam, amigos de costas viradas que se entenderão,
homens e mulheres, homens e homens, mulheres e mulheres que se
amam, mas que ainda não encontraram o mesmo caminho.
São as palavras que ficam por dizer que mais nos pesam,
prisioneiras no nosso descontentamento, aos gritos dentro da nossa
cabeça. Preciso de as libertar, preciso de lavar a alma e limpar o
coração, mesmo que isso signifique pôr uma pedra em cima daquilo
que mais amo e desejo. E para me ver livre delas, revelo-me nestas
folhas sem pudor, porque já não tenho nada a perder.
(...)
Afinal, se for rigorosa, posso pensar que nunca poderia esperar de
ti outra coisa. Andaste meses a esconder da tua namorada a minha
existência. Preferes calar a falar, preferes disfarçar a enfrentar,
preferes a boa educação à franqueza. Não são defeitos, é o teu
feitio. Quando disseste ao teu irmão para não me dizer nada porque
não me querias magoar, estavas mais uma vez a condescender, como
quando me passavas a mão pelo cabelo como se eu fosse uma boneca ou
uma criança – ou as duas coisas – e me dizias
don’t give me that look.
Como hei-de olhar para ti agora, depois de tudo o que se passou?
Perdi a confiança em ti, porque me mentiste. Já andavas a mentir a
outra mulher há muito tempo, por isso, porque é que havia de ser
diferente comigo? Se te chamasse cobarde, podias acusar-me de ser
dura, mas não me podias acusar de ser injusta, pois não?
Sempre me disseste que sabias que o que sentias por ela não era
amor, porque já tinhas sentido amor antes e não era a mesma coisa.
No entanto, sempre a quiseste poupar à realidade. Porquê, se não a
amavas? O Miguel e o teu irmão, que te conhecem bem, dizem que não
está em causa o que sentes por mim, porque me adoras, mas o facto
de não podermos construir nada porque vivemos em cidades diferentes
e nenhum de nós quer mudar a sua vida pelo outro. Mas o que
sentiste por mim também não foi amor, porque se fosse, terias feito
alguma coisa por mim, por nós, e tu nunca quiseste ou soubeste
fazer grande coisa.
(...)
Os dias continuam a correr devagar; às vezes sinto que te estou a
esquecer, outros tenho a certeza que a ferida nunca vai fechar. Às
vezes penso que nunca mais serás uma pessoa próxima. Outras vezes,
sonho que um dia acordas e escolhes o teu caminho e que esse
caminho é aqui, no país do sol, ao meu lado, na casa dos tectos
altos e do jardim coberto de alfazemas.
(...)
Já não estou à tua espera, quero apenas ficar quieta. (...) A
amizade é o amor sem preço nem prazo de validade, por isso aceito
sem reservas e sem mágoa qualquer atitude que ele queira tomar,
porque sei que a nossa amizade é eterna e que ele vai voltar, como
se nunca se tivesse afastado. (...) Tenho saudades dele como tenho
de todas as pessoas que amo, e quando amo alguém tenho saudades
todos os dias (...)
Tenho muitas saudades tuas. E saudades do tempo em que confiávamos
um no outro e sentíamos que estávamos no mesmo barco, porque mesmo
longe, queríamos ajudar, proteger e apoiar o outro em tudo, de uma
forma incondicional e total, queríamos amar-nos e dar-nos um ao
outro. Mas tenho ainda mais saudades de me sentir cheia de amor por
ti. Será que não amamos os outros pelo que são, mas por tudo o que
nos fazem sentir?
(...)
Nunca vemos o amor chegar; só o vemos a ir-se embora. Estou numa
estação de comboios, sentada num banco de pau, completamente só.
Perdi o teu comboio e não quero apanhar nenhum outro. Está frio. Um
vento seco e cortante faz com que me encolha como um bicho de
conta. Já não há sonho, já não há dádiva, os dias voltaram a ser
cinzentos e tristes. Agora são todos iguais, sempre iguais.
Trabalho, respiro, durmo e como o melhor que posso e sei, e tento
esquecer-te. Deixei de falar de ti e de dizer o teu nome, deixei de
o desenhar no espelho da casa de banho, quando o vapor inunda todas
as superfícies. Em vez disso, tenho o coração embaciado de dúvidas
e o olhar desfocado pelo absurdo do teu silêncio continuado, o
olhar de quem aprende a adaptar-se a uma luz desconhecida, a uma
nova realidade.
Respeito o teu silêncio porque ainda me sobra uma ponta de orgulho,
porque sempre te disse que uma força imensa me empurrava para ti
– I will always run to you but never after you,
lembras-te?
(...)
Pensei que a amizade e o respeito que sempre sentimos um pelo outro
conseguiria levar-nos para outro lugar, ou pelo menos de outra
forma, e isso entristece-me profundamente. Por mais que me esforce,
é impossível não me sentir decepcionada. E o pior é que se fizeste
tudo isto porque achas que desta forma nos conseguiríamos libertar
um do outro, quando nos voltarmos a ver, tenho a certeza que ambos
vamos sentir na pele que o tempo não sabe nada, o tempo não tem
razão, porque ele não cura todos os males nem apaga todas as dores;
apenas serve para domar os sentimentos mais fracos e fazer crescer
os mais fortes. Por isso e porque sei que não queremos guardar
mágoa um ao outro, tento esquecer-te devagar, sem te odiar, porque
o ódio também é uma forma desesperada de amar ainda e sempre
aqueles que já não podemos ter ao nosso lado.
Não quero nem sei guardar rancor, nem remorso, nem raiva ou
censura. Apenas uma dor que ficou no peito, que dói e que dura. O
amor, que existe antes e depois de tudo, é uma força poderosa e
triste, porque fecha o coração a todos os outros prazeres que ele
não pode dar.
A pouco e pouco, com enorme esforço e nenhuma vontade, tento não
pensar mais em ti, refugiando-me na ideia de que é sempre muito
mais interessante o que escrevemos sobre os homens que amamos do
que aquilo que eles são na realidade.
Deixei de imaginar como te podia receber e mimar sempre que
voltasses à minha cidade, de me lembrar de lugares mágicos e
escondidos, de restaurantes acolhedores e de miradouros românticos,
deixei de sonhar com a tua presença na minha vida (...) a tua mão a
fechar a minha, os teus braços à minha volta, o teu olhar líquido e
triste a nadar dentro do meu. Tudo o que desejo agora é que me
saias da pele como as folhas que caem no Outono, e com esse tapete
sob meus pés conseguir caminhar sem pisar as pedras.
Como te disse há pouco tempo, num daqueles momentos raros em que
baixaste a guarda e me telefonaste, tu escolheste nunca descer do
cavalo. Não tive por isso outra escolha senão a de subir a uma
torre e por lá ficar a escrever histórias, até que alguém me lance
uma escada mágica e me traga ao colo de regresso ao
mundo.”
Diário da tua Ausência – Margarida Rebelo Pinto
Um diário que aconselho a lêr... escrito em quinta 06 novembro 2008 18:37
Para o sorriso mais lindo que eu conheci até hoje... escrito em quarta 05 novembro 2008 10:03
Uma verdade para reflectirmos... escrito em quarta 05 novembro 2008 09:59
E o meu SPORTING já está nos oitavos de final da Champions League!!! escrito em terça 04 novembro 2008 22:05
Esta minha mensagem é para todos...mas é claro,muito
especialmente para todos os sportinguistas que como eu hoje estão
felizes,pois o nosso sporting ,mesmo ainda com duas jornadas para
jogar ja garantiu a presença nos oitavos de final...parabens ao
sporting e aos sportinguistas!!!
Pois é meus amigos(as),...e o meu sporting ja disse "olá" aos
oitavos de final da Champions league...e é claro que os todos os
sportinguistas de Portugal e do mundo inteiro tambem ja saudaram os
oitavos de final...eheheheheh!!!
E ainda se torna mais especial,porque finalmente o sporting
conseguiu passar a fase de grupos na Champions...talvez seja um bom
prenuncio...esperemos que sim e que o sporting consiga chegar o
mais proximo possivel da final ...e vão-me chamar de
sonhadora...mas porque não,quiçá,chegarmos á final!!!!!!
Seria ouro sobre azul...chegar á final na primeira vez que consegue
ultrapassar a fase de grupos....o sonho comanda a vida,por isso
deixem-me sonhar!!!
Eu acredito neste sporting..acredito no Paulo Bento...acredito em
toda a equipa tecnica e directiva do sporting...tenho a certeza que
este sporting ainda nos vai dar muitas alegrias e sucessos!!
E digam o que disser...sporting é e será sempre o clube do meu
coração!!!
Desde sempre e para sempre sportinguista de alma e
coração!!!!!
Saudações leoninas...e uma boa noite para todos!!!!
O sporting e os sportinguistas saúdam os oitavos de final da
Champions league...vivaaaaaaaaaaaa!!!!
FORÇA SPORTING ALLEZ
O amor existe... escrito em segunda 03 novembro 2008 22:51
"Procura os teus caminhos,
mas não magoes ninguém nessa procura.
Arrepende-te, volta atrás, pede perdão!
Não te acostumes com o que não te faz feliz,
revolta-te quando julgares necessário.
Inunda o teu coração de esperanças,
mas não deixes que ele se afogue nelas.
Se achares que precisas voltar, volta!
Se perceberes que precisas seguir, segue!
Se estiver tudo errado, começa novamente.
Se estiver tudo certo, continua.
Se sentir saudades, mata-as.
Se perderes um amor, não te percas!
Se o …vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às
pessoas, que a vida é bela sim
e que eu sempre dei o melhor de mim...
e que valeu a pena."












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